Sete tendências de Tecnologia para 2010

Empresa 2.0 – A reconstrução dos aplicativos corporativos, com a combinação widgets, SOA, ITaas, virtualização e cloud, tudo isto convergente e móvel, integrando redes colaborativas e comunidades internas e externas, redefinirá a nova fronteira das empresas e seu modelo de integração com os players de sua cadeia de valor. A arquitetura corporativa – de fluxos, processos, rotinas e informação – não será mais a mesma.

Integração Multicanal – Comunicação hoje (de marcas, produtos, serviços, ideias) passa por se integrar mensagem e meio. Com vídeo, áudio, escrita, imagem, interatividade, mobilidade, entre outros, convergindo, o meio vira mensagem e a mensagem vira meio. O modelo tradicional da comunicação (emissor->mensagem->receptor) foi chacoalhado de cima a baixo e se tornou multimídia, multiformato, multiator.

Boa parte dos investimentos – de desperdícios e fracassos – das empresas está na gestão de seus diversos canais, mídias e ambientes de relacionamento com seus stakeholders, principalmente clientes. Integrá-los de forma eficiente e convergente, maximizando a finalidade de cada canal é um desafio imediato para as empresas, principalmente para aquelas, como bancos, operadoras de telefonia e varejistas, que lidam com infinitos pontos de contato, com infinitos clientes e potenciais clientes, nas 24 h de cada dia.

Contra-governança de TI – Cada vez mais os clientes, usuários, stakeholders externos se tornam “donos” e formuladores de suas próprias regras. O mundo interconectado gera tendências e frenesis de consumo a cada momento. E isto impacto nas escolhas dos indivíduos. Em questão de meses, marcas e produtos inexistentes se tornam febres globais, líderes de mercado. O mesmo vale para conceitos, sistemas, tecnologias e para praticamente tudo que dependa da escolha humana.

Por outro lado, a busca do ser humano por padrões sustentáveis e perenes vem impondo diversos modelos de normatização, padronização e alinhamento que, muitas vezes, não atendem às expectativas e “forma de ver o mundo” de grupos de indivíduos que não desejam aderir, respeitar e se engajar em tais “regras”. A governança de TI é uma dessas tentativas.

Entretanto, a cada movimento de normatização em prol de uma regra, conceito, norma, marca etc., nascem movimentos em sentido contrário, formados por grupos antagônicos, que desejam o efeito oposto ao que, atualmente, se conforma como “verdade”, como “unanimidade”. E esses grupos, de contra-governança, acabam, de tanto insistir, por redefinir as tais unanimidades, muitas vezes limitando sua primazia, outras vezes se tornando a “nova unanimidade”, ou ainda apenas redefinindo suas dimensões.

Os movimentos de contra-governança, originados a partir do poder de engajamento e mudança dos indivíduos-consumidores em redes online e offline, são os maiores vetores de transformação corporativa existentes hoje em dia, pois formam e disseminam opinião e alternativas a todo momento. Para o CIO, a contra-governança se maximizará quando seus usuários passarem a buscar na Nuvem, de forma “desgovernada”, mais barata e imediata, as soluções que a TI não conseguirá entregar a tempo. A Governança de TI deverá rever seu papel e objetivos, tornando-se mais um norte de atuação e liberdades, do que um conjunto de regras que serão quebradas a todo momento, em prol da agilidade, velocidade e riqueza de opções e formatos disponíveis.

CRM 2.0 – O customer relationship management surgiu com a prerrogativa de registrar e analisar todas as interações empresa-cliente como forma de possibilitar a adequação do relacionamento e experiência. A partir do momento em que a vida virtual dos clientes se torna uma realidade e ele passa a buscar estes canais para se relacionar, trocar informações e consumir, os modelos corporativos de relacionamento e tecnologias de suporte devem prever a integração com o ambiente colaborativo 2.0 e dos canais e ambientes móveis e convergentes à sua matriz de gestão de canais e informações. O CRM agora deverá ser 2.0, pois só assim será capaz de atender ao consumidor 2.0.

Usability Technologies – A Era do Conhecimento é uma realidade. A quantidade de conhecimento disponível atualmente ultrapassou de longe a barreira do assimilável em uma vida inteira e, por esse motivo, o formato do conhecimento (instantâneo, remoto, móvel, one-touch, simples, intuitivo, descartável, experiencial) passa a ter tanta relevância quanto o conhecimento em si, principalmente ao ser acessado por devices como celulares, smartphones, iPhones, Google Android ou netbooks. O valor está na tecnologia, mas também no formato, no design, na usabilidade.

A guerra pela melhor usabilidade e pela oferta do melhor combo de formatos, traduzida por telas e serviços ideais a cada device (ex. dispositivos móveis com banda larga/WiMAX, Bluetooth 3G etc) será a regra da indústria, de Telefonia a PCs, passando por eletroeletrônicos e mesmo Serviços. Não é à toa que o design e os layouts vêm se tornando ativos intangíveis diferenciais de valor absurdo para empresas, produtos e serviços. Bem-vindos à Era do Formato!

Cloud Knowledge Drops – A assimilação instantânea de informações e conhecimentos através de formatos pós-analíticos, interativos e modulares é requisito para que os indivíduos mantenham seu ritmo produtivo e instantâneo. Em mercados dinâmicos, não há mais tempo para longos debates e aprofundamentos desnecessários. A colaboração acelera e democratiza todo fluxo de trocas e aprendizado. A tomada de decisão é imediata. Portanto, o conhecimento será adquirido e consumido como drops, uma vez que estará disponível nas nuvens (cloud).

EDRs – Empresas digitalmente responsáveis – A pressão por sustentabilidade tangível, que desencadeou na TI a onda da TI verde, terá de dar um passo no sentido da maturidade. Esta onda 1.0 da TI verde tem mais ver com redução de custos do que com sustentabilidade, de fato.

As novas possibilidades e horizontes criados a partir do mundo digital interconectado da web representam uma inovação de ruptura em todos os campos do conhecimento e práticas humanas, que em sua grande maioria, não estavam preparados para mudanças sistêmicas como as que aconteceram no setor de entretenimento, por exemplo.

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