As 7 Tecnologias Quentes para Acompanhar em 2009

Anualmente, o TechLab® (laboratório de pesquisas e análise de tecnologias) da E-Consulting® Corp. divulga o estudo anual “7 Hot Techs®”, que aponta as principais tendências tecnológicas a se acompanhar nos anos futuros. Sempre reforçamos aos analistas, pesquisadores e consultores de nossa equipe que procurem selecionar as tecnologias e conceitos tecnológicos que, apesar de no momento poderem ser mercadologicamente imaturas, comercialmente inviáveis ou até mesmo tecnologicamente incompatíveis, certamente serão aquelas que, em 2, 3 ou 5 anos, irão impactar radicalmente na forma como as empresas, seus negócios, relacionamentos e processos corporativos serão conduzidos a partir de então. Portanto, radar nelas.
São tecnologias às quais recomendamos que os CIOs, CTOs e até CFOs e CEOs comecem a pesquisar, a acompanhar e a entender a partir de agora, para que suas empresas se mantenham competitivas no futuro de médio-longo prazo. Assim, não são tecnologias para adoção imediata, mas sim tecnologias para estudo imediato sobre potencial adoção no médio-prazo e sobre como fazer isso, quais suas implicações, restrições, benefícios, etc.
Acima de tudo, procuramos fugir das tradicionais apostas norteadas pela indústria, as mesmas que previmos anos atrás, que funcionam como a postulação do óbvio. Dizer hoje que Governança de TI, Outsourcing, Web 2,0 ou TI como Serviços serão destaques em 2008 não é um serviço de valor diferencial para o CIO ou para o interessado/investidor em TI.
Em 2009, as tecnologias e conceitos tecnológicos selecionados para o 7 Hot foram:
  1. Cloud Customization – conceito que defende que o processo de customização de aplicativos e funcionalidades interativas com usuários dar-se-á de forma remota, operacionalizada como serviço, porém realizada pelo usuário, garantindo a migração do poder de customização tecnológica para as mãos do usuário (conceito de sefl-technologies)
  2. Proactive Stakeholder Networks – conceito da evolução 2.0 que defende que os diversos stakeholders das empresas organizar-se-ão em grupos, redes e comunidades de interesse, exercendo manifestação de opinião, de direitos e defesa de interesses, assumindo papel de protagonistas na gestão das empresas (de suas marcas e produtos). Isso valerá para as redes de clientes, colaboradores, acionistas, fornecedores, etc. Assim, caberá às empresas absorver estas redes integrando-as aos seus modelos de negócios.
  3. Customized Application Frameworks – conceito de maximização do valor da TI existente, buscando aceleração e time to market no processo de disponibilização dos aplicativos e serviços de TI para os usuários de forma prática e rápida. A existência de frameworks maduros deverá criar mercados importantes para plataformas de venda de serviços de software/sistemas pautado no aluguel destes frameworks, que serão customizados em função das demandas e necessidades dos diferentes clientes
  4. Entertainment Content Components – o mercado de conteúdo de entretenimento cresce exponencialmente, com o crescimento da convergência e da penetração do celular data enabled, da TV Digital e dos demais devices integrados em plataforma digital. Assim, a componentização dos aplicativos de conteúdo e entretenimento gerará a produtização em escala deste tipo de serviço, atualmente objeto de posicionamento de empresas como Nokia, Microsoft e Google
  5. Multichannel IP Points – conceito de abordagem multicanal que as empresas passam a ter de adotar e gerenciar de forma sistêmica, a partir da revisão das dinâmicas de seus modelos de interação com clientes e demais stakeholders, forçada pelo advento da convergência nos canais digitais e da Web 2.0 e de suas integrações com os canais físicos (ex. lojas de varejo, agências bancárias, representantes comerciais, etc). Desta forma, toda arquitetura de canais da empresa deverá ser revisada com vistas à integração online, tanto de canais físicos como digitais, tendo como premissas fundamentais conceitos como single sign on, CRM analítico, visão única do cliente, clusterização de redes e comunidades (ao invés de segmentação de clientes), etc.
  6. Open Remote Libraries – o conteúdo e o conhecimento não são ativos tradicionais no sentido de que sua apropriação fechada é menos valiosa do que sua disseminação em grupos e comunidades capazes de beneficiá-lo, agregar valor e disseminá-los de forma segmentada. Assim, os conteúdos e conhecimentos deverão, na onda 3.0, estruturar-se em bibliotecas remotas de acesso qualificado, para que possam ser compartilhados e agregados. Esse fenômeno dar-se-á externamente, em ambientes abertos da Internet, e também de forma mais clusterizada, seja por comunidades de práticas, seja corporativamente, para uso exclusivo das comunidades corporativas.
  7. GAT – Gestão dos Ativos de TI (IT Business Governance) – os atuais modelos de governança de TI não absorvem o valor gerado e protegido pela TI como ativos propriamente ditos. Assim, é papel do CIO ou do gestor tecnológico comprovar o valor gerado e/ou protegido pela TI (infra-estrutura, sistemas, arquiteturas, plataformas, conhecimento, metodologias, modelos, gestão, etc) para empresa e para os acionistas. Desta forma, com o tratamento dos ativos intangíveis como ativos de valor (movimento iniciado pela revisão das prerrogativas da Governança Corporativa – fruto da pressão da atual crise econômica – e pelo advento de novos padrões contábeis, como IFRS), caberá ao CIO aprender a gerenciar os ativos tecnológicos como ativos corporativos, de fato.
Por fim, outras tecnologias, como SOA, Convergência e Mobilidade, Personal Knowledge Management e Gestão do Valor Tecnológico (GVT), já apontadas em anos anteriores por nossos estudos, também estarão no palco principal das discussões de TI em 2009.

 

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